Sexta-feira
09
novembro
21:30
Rivoli - Grande Auditório
Revolta em tempos tecnopatriarcais

Moderação   -  

Nuno Crespo

×

O que significa hoje ser transfeminista? Poderemos falar de feminismo fora do contexto das políticas identitárias da social-democracia do Ocidente? O que seria um feminismo sem homens e mulheres? E o que significa falar das políticas LGBT para além da oposição entre heterossexualidade e homossexualidade?


O filósofo, curador e escritor Paul B. Preciado esboçará uma genealogia das mudanças do regime patriarcal da sexualidade, que uma longa tradição filosófica no Ocidente considerou, desde a Antiguidade Clássica, como sendo de carácter natural e a-histórico. Preciado, pelo contrário, afirma que o regime patriarcal passou desde as suas origens arcaicas por diferentes configurações – como o sistema capitalista e colonialista que se desenvolveu com a modernidade – e assume hoje uma nova configuração tecnopatriarcal dominada pelas tecnologias de poder farmacopornográficas. Como podemos resistir a esta nova ordem? A crítica transfeminista entende que o campo da reprodução não é apenas o núcleo do controlo político, mas também da ação e resistência micropolítica. Nesta conversa moderada por Nuno Crespo, filósofo, crítico de arte e diretor da Escola das Artes (Universidade Católica Portuguesa), Preciado defende a criação de múltiplas e inesperadas alianças baseadas em assuntos de raça, sexualidade e deficiência (colour-queer-crip) para gerar um movimento coletivo “em transição”, que em vez de tentar forjar uma identidade, procure abrir campos de transformação coletiva.


Tradução simultânea