O Fórum do Futuro de 2019 apresenta um programa de debates e performances que propõe, através de diversas perspetivas e práticas disciplinares, problematizar processos de ocupação cultural e territorial históricos e atuais.

A edição deste ano toma como ponto de partida a efeméride dos quinhentos anos da primeira viagem de circum-navegação por Fernão de Magalhães e, adotando simbolicamente como título Crossings/Travessias, repensa este acontecimento e os seus múltiplos efeitos de uma forma alargada, a nível histórico, político e cultural.

Através deste enquadramento, as sessões do Fórum irão refletir sobre os sistemas de domínio e de libertação de indivíduos bem como de outros seres do planeta cuja existência se encontra condicionada e ameaçada por forças e pressões externas.

Aberto a todos os públicos, o programa do Fórum do Futuro 2019 foi desenvolvido a partir dos conceitos de alteridade, apropriação e extração. Reunindo um grande número de figuras-chave da cultura e do pensamento dos nossos dias, nacionais e estrangeiras, a edição deste ano foi concebida por uma equipa de curadores com distintas práticas de investigação e produção cultural: Filipa Ramos, editora da art-agenda (e-flux) e curadora da secção de Filme da Art Basel; Gareth Evans, programador cultural e curador de cinema da Whitechapel Gallery; Guilherme Blanc, diretor para a Arte Contemporânea e Cinema da Ágora E.M. e diretor artístico do Fórum do Futuro; e John Akomfrah, escritor, cineasta e artista.

Violência imposta a pessoas e à natureza, processos de subjugação e subalternidade, amor a causas e oposição a preconceitos, solidariedade entre povos e reposição de valores de justiça e dignidade: estas são algumas das questões centrais do Fórum do Futuro 2019, cujo programa nos coloca no centro de uma das lutas mais urgentes e vitais que o mundo, incluindo Portugal, trava no presente momento – ou deve travar.